Quem é mais organizado nas finanças?

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

TRIBUTOS - parte I



Você ouve falar o tempo todo que pagamos impostos, certo? Mas, sabe quais são, para que servem e onde eles aparecem?

Um consumidor consciente deve estar atento a isso. Afinal, são custos presentes no nosso dia a dia, nos produtos que adquirimos, serviços que contratamos e até em alguns dos nossos investimentos.
Para que servem?

Diariamente, do momento em que acordamos até a hora em que vamos dormir, assumimos despesas que, na maioria das vezes, não percebemos. A cada produto consumido ou serviço utilizado e até mesmo, e principalmente, na atividade produtiva que realizamos, temos embutido em preços e nos rendimentos, impostos, contribuições e taxas.

Apesar dessa convivência diária com a chamada carga tributária, a maioria de nós, contribuintes (pessoas físicas ou jurídicas que têm de pagar tributos), desconhece o que significam cada um de seus componentes e a diferença entre eles.

Há até o costume de se generalizar, nomeando tudo simplesmente como imposto, quando, na verdade, o imposto é apenas um dos três tipos de tributos existentes.

Conceitos


E qual o conceito de tributo? É uma obrigação que os contribuintes, ou seja, pessoas físicas (consumidores, trabalhadores) ou jurídicas (empresas, empregadores) devem pagar ao Estado, representado pela União (nível federal), pelos estados ou pelos municípios.

Basicamente, existem dois tipos de tributos:


Diretos, que incidem sobre a renda e o patrimônio:
  • IR (Imposto de Renda), IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), contribuição à Previdência, entre outros.
Indiretos, que incidem sobre o consumo:

  • ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços), cobrado em quase todos os produtos comercializados, e a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), que integra os custos das indústrias, por exemplo.
Modalidades

Veja, agora, a definição das três modalidades de tributos, que podem se enquadrar como diretos ou como

indiretos:
  • Imposto: pagamento realizado pelo contribuinte para custear a máquina pública, isto é, gerar compor o orçamento do Estado. Na teoria, os recursos arrecadados pelo Estado por meio dos impostos deveriam ser revertidos para o bem comum, para investimentos e custeio de bens públicos, como saúde, educação ou segurança pública. No entanto, na prática, como o imposto não está vinculado ao destino das verbas, ao contrário de taxas e contribuições, pagá-lo não dá garantia de retorno. No caso do imposto sobre propriedade de veículos, o IPVA, por exemplo, o pagamento não implica que o dinheiro será efetivamente revertido para melhoria das rodovias.

  • Taxa: é a cobrança que a administração faz em troca de algum serviço público. Neste caso, há um destino certo para a aplicação do dinheiro. Diferentemente do imposto, a taxa não possui uma base de cálculo e seu valor depende do serviço prestado. Como exemplos, estão a taxa de iluminação pública e de limpeza pública, instituídas pelos municípios.
  • Contribuição: pode ser especial ou de melhoria. A primeira possui uma destinação específica para um determinado grupo ou atividade, como a do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social). A segunda se refere a algum projeto/obra de melhoria que pode resultar em algum benefício ao cidadão.
Além desses tributos, previstos no Código Tributário Brasileiro, existe o empréstimo compulsório, que foi acrescentado pelo Supremo Tribunal Federal. Essa modalidade é uma espécie de tomada de dinheiro, a título de empréstimo, que o Governo faz em determinadas situações de emergência, para futuramente restituí-lo ao cidadão. Somente a União pode determiná-lo.


Fonte: Finanças Práticas

Postado por: Monique Motta

3 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  2. Muito bom
    Nós, contribuintes, pagamos diariamente todos esses tributos.
    A maioria das pessoas não sabem diferenciar os tipos para saber o destino dos mesmos.
    Essa "confusão" feita, só serve para ajudar as pessoas a serem "enganadas" com mais facilidade.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Com certeza. Por conta disso não há o mínimo esforço para fazer com que os contribuintes entendam como funciona a arrecadação.
      Afinal de contas quando mais ignorantes as pessoas forem melhor, não é?!

      Excluir